O SERENO DA MADRUGADA É UMA CASCATA DE BÊNÇÃOS.

O ano novo que se iniciou, é uma nova jornada na faculdade da existência, renovado de bênçãos, recordando a humanidade que o divino jardineiro prometeu aos discípulos que não os deixaria órfãos. A promessa de Jesus de Nazaré se materializou no dia 18 de abril de 1857, em Paris, quando o dia amanheceu engalanado sob o sereno da madrugada, perfumando a manhã dos campos elíseos ao abrir as portas do mundo para a alegria que iluminou o alvorecer, porque na livraria do senhor Dante, materializou a promessa de Jesus que não nos deixaria órfãos, chegando pois no planta Terra o Consolador prometido – o Livro dos Espíritos – que tudo esclarece, sem criar seitas ou religiões, mas asseverando que todos são filhos de Deus, onipotente, onipresente e onisciente.

Os que transitam anelando ampliar os conhecimentos adquiridos na contabilidade da vida, surpreendemos que caminham desatentos no novo ano ao perceberem que é sob as gotas que caem no orvalho, devagar e lentamente, umedecendo a terra fértil dos corações no aprendizado do amor lecionado pelo Nazareno, reagindo, ainda que o amor tenha chegado tarde no ano que se findou, até porque antes tarde do que nunca, a verdade chega, e a atitude responde ao amor incondicional.

Ora! Sim. Sedimentando os sentimentos da pena, colhe-se no santuário da vida, uma ocorrência incomum, quando um cidadão resolveu experimentar a teoria que plenifica o amor; ao chegar em uma ilha de cobrança de pedágio, pagou a tarifa para uma caminhonete que vinha atrás do seu carro, acenando para o beneficiário, um senhor que estava ao volante, que diante do gesto atencioso, desejou-lhe uma boa viagem.

Oh! Meu Deus. O benfeitor foi alcançado logo mais na estrada pelo beneficiário, que, ao emparelhar com o seu veículo, pediu o número de seu telefone e sinalizou que havia anotado na memória. O tempo é inexorável e meses se passaram até que uma ligação foi feita; era do motorista Mário, relatando que resolvera lhe telefonar para dividir com ele um fato surpreendente que emocionou seu coração.

Contou que, estando em um dos pedágios da vida, resolvera reprisar o gesto de amor experienciado outrora, razão porquê fora protagonista do acometimento transato iluminando para sempre o seu ano novo. O que fez quando a lembrança tocou seus sentimentos de generosidade? O amigo daqueles que seguem o bom proceder olhou para trás e viu que havia uma Kombi com um casal e desejou que seguissem sua viagem em paz e um feliz ano novo.

Milagre. O senhor da vida trabalha também em pequenos ofícios. Para seu espanto, marido e mulher debruçaram-se em seu carro num pranto comovente, um rio de lágrimas, dizendo com sentida emoção que estavam a caminho de São Paulo, na tentativa de conseguir um emprego, pois haviam deixado na Bahia seus cinco filhos, e durante a viagem, rogavam a Deus que permitisse que eles conseguissem um trabalho para manter a família unida em nome de Jesus.

Aos agnósticos, pode parecer uma aventura, mas a verdade é que o milagre da vida em cascatas de bênçãos realizou o desejo do pedreiro necessitado. Mário, com um sorriso de emoção, disse-lhe com olhos também marejados de lágrimas: eu sou mestre de obras, a partir de agora, considere-se empregado. Oh! Sim, foi o quanto bastou para que a alegria do momento, ali mesmo em um lugar ao acaso, mas repleto de luz, realizasse o milagre da vida.

A cascata de bênçãos realizou o seu trabalho. Mário, com sorriso de alegria, disse na emoção que invadia a alma, renovou as palavras abençoadas - considere-se empregado. - Oh! Sim. Foi o quanto bastou para que, na alegria do momento, ali mesmo ajustassem os detalhes, demonstrando que o poder do amor de “gota a gota” plenificasse o amor do Pai Eterno e as palavras de Jesus, de que tudo que pedires ao meu Pai, em meu nome, ele vós dará.

Os profitentes da doutrina espírita sabem que o bem que se pratica a um irmão em provas e expiações, retorna às mãos de seu benfeitor, quando menos se espera, de onde se conclui que é um bumerangue, volta sempre ao seu ponto de partida, de sorte que tudo que se lançar no universo em nome do Amor, advogará a seu favor na lição do Divino Jardineiro para amar o próximo como a si mesmo.

MEDITEMOS SOBRE O ASSUNTO.

No apólogo sub-óculis, uma vida foi transformada e sete pessoas passaram a ter um teto para se abrigar e alimentação para se nutrir, tudo isso em decorrência de um singelo gesto de gentileza, lição do Nazareno para fazer ao próximo tudo o que se deseja que outrem vos faça.

O gesto de caridade que o nobre amigo ofereceu no sentimento de amor teria sido apenas uma coincidência, ou o modelo da humanidade, conforme a questão 625 do alfarrábio de “O Livro dos Espíritos”, sedimentando o bem em sua maior expressão? Oh! Meu Deus. Que responda a consciência do justo, dos que têm fé e são crentes no Senhor da vida, onipotente, onisciente e onipotente.

É vero. Sedimentando a metáfora, é possível demonstrar a famosa frase de Thomas Hart, poeta inglês, afirmando que as criaturas humanas perderam o endereço da Divindade, quando o texto merece ser uma paródia com sentida emoção para esclarecer que o Eterno não perdeu o endereço de suas criaturas, porquanto é inegável que a misericórdia da Consciência Cósmica, estava e está presente todos os evos onde seus filhos necessitam de suas bênçãos.

Ora! Sim. Naquele dia relatado alhures, para que Mário repercutisse o gesto recebido, máxime considerando que o Criador é o promotor das chamadas “coincidências”, são essas mesmas coincidências que salvam vidas, que espalham esperança e que levam o amor às profundezas abissais de suas criaturas, porquanto o Senhor da Vida está presente, sob o arrimo da lição de Jesus de Nazaré, para que se amem uns aos outros e que seus discípulos serão conhecidos por muito se amarem.

Sem contradita, Ele supre seus filhos para abrirem os corações, realizando um gesto pequeno que seja, um bom dia, um abraço, uma gentileza em favor do próximo, desperta a virtude do amor para transformar panoramas de tristeza em esperança, lágrimas em sorrisos, estimulando os viajantes da felicidade nos sentimentos de amor expostos por Mohandas Karamchand Gandhi, especialista em ética, o nobre defensor indiano que libertou sua pátria do jugo do império inglês, ao declarar à saciedade que: “Se um único homem atingisse a plenitude do amor, neutralizaria o ódio de milhões”.

Em síntese apertada, a verdade é que tudo, absolutamente tudo, começa com uma simples gentileza, um singelo gesto de amor, uma doação de carinho, o plantio de uma esperança na alma do amigo entibiado em nome do Criador, para realizar o milagre que jorra o bem, como uma cascata de água cristalina, que se lança de grande altura, e, em seu esplendor, cria névoa fina embelezando a paisagem ao redor.

AH, SIM. A cascata de bênçãos, como a cascata de água, antes mesmo de alcançar o seu destino para onde está projetada, no caminho, já beneficiou a outrem, como o relato de Mário, servindo de instrumento ao Divino, como a cascata do bem aos que anelam ser as gotas que a compõem o amor em plenitude, pequenas e generosas gotas de amor, importantes no concerto universal nesse ano, agora e sempre.

Por derradeiro, na esperança de que na mensagem de amor, exista gota a gota uma cascata de amor, despertando nas criaturas os sentimentos d’alma para planificar o amor na excelência da palavra, deposito o ósculo da fraternidade em seus corações, com a oblata do amor de Jesus, anelando votos de que o sereno da madrugada renove sua vida bela e colorida com muita paz.

Do amigo fraterno de sempre.

- Jaime Facioli –





JAIME BARBOSA FACIOLI
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